quinta-feira, março 19, 2009

Igreja: Graça de Deus

Há um mistério na vida da igreja. E por isso, não existe um plano, uma estratégia, uma diretriz ou receita pronta, preparada para ser desenvolvida.

É justamente por isso que o Espírito Santo age no meio da igreja, que é muito mais do que um ajuntamento de pessoas, ou um lugar de reunião. Será igreja onde Deus estiver, corporificado por nós, sua habitação.

Escrevendo para a igreja que estava em Éfeso, Paulo se detém a explicar essa manifestação do divino em nós, e começa dizendo: “E a graça foi concedida a cada um de nós...” (Ef. 4.7). Essa graça ultrapassa a limitação humana, mesmo com todos os recursos e habilidades que o homem possua, pois o natural da terra é surpreendido pelo sobrenatural do céu, mesmo sendo um sacrifício vivo e um culto racional (Rm. 12.1).


No desenvolvimento da carta de Paulo, nós podemos encontrar o propósito real dessa graça, que vai além da promoção humana, da aquisição de recursos ou patrimônios, ou até mesmo da constituição de reinos pessoais.

A igreja é graça de Deus para o aperfeiçoamento dos santos
É onde o pecador encontra perdão; onde o marginalizado é reintegrado na sociedade e descobre o seu real valor, agora não mais em si mesmo, mas no Cristo da Cruz.

Para o desempenho do seu serviço
E isso vem através dessa mesma graça, que Ele mesmo concede a qualquer um que se disponha, a fim de que o nome dele mesmo seja glorificado.

E é para a edificação do Corpo de Cristo
Essa mesma graça nos alcança, manifestando-se em nós e através de nós, persistentemente determinado a fazer do homem parecido com o divino em sua essência, com um caráter transformado, uma alma curada, um espírito avivado e uma fé fortalecida (Ef. 4.13).


São propósitos claros e firmes revelados pelo Espírito ao homem, mesmo diante de uma luta travada entre a carne e o Espírito. Um que conduz ao erro, ao pecado, e por fim, à morte; e outro que combate pela verdade, sendo ele mesmo a própria verdade, para que Jesus Cristo seja o Rei e Senhor soberano da igreja.


Ainda existe algo valioso nesse texto, citado por duas vezes, que é a razão existencial da igreja: O amor.


A essência de Deus é o amor, logo o seu Espírito, que se move na igreja e que vem de onde não se sabe e sopra onde quer, é o mesmo amor. Essa é a coluna central que sustenta a igreja e que elimina as forças da carne e nos faz cumprir o propósito do coração de Deus.

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